Úlcera de pé diabético

Incidência da diabetes, complicações, úlceras nos pés

Por: Mölnlycke Health Care, setembro 10 2013Publicado em: Úlcera de pé diabético

A diabetes é uma condição que continua em crescimento. Estimativas recentes sugerem que aproximadamente 285 milhões de pessoas vivem com esta condição, e este número tenderá a aumentar para uns impressionantes 439 milhões até 2030 (Shaw et al, 2010).

As pessoas com diabetes estão sujeitas a uma série de complicações relacionadas com a sua condição. Estas incluem uma crescente incidência de doenças cardiovasculares, tais como ataques de coração ou AVC, e complicações ao nível microvascular, como a retinopatia que pode conduzir à cegueira e a nefropatia que pode conduzir à insuficiência renal. Uma das complicações mais devastadoras da diabetes é a amputação, tendo-se estimado que a cada trinta segundos, algures no mundo, alguém sofre uma amputação de uma extremidade inferior em resultado da diabetes, e que 85% destas amputações são precedidas de uma úlcera no pé (International Diabetes Federation (IDF) 2005). Cerca de 15% das pessoas com diabetes serão afetadas por uma úlcera no pé ao longo da vida (Bakker 2005) e, quanto maior for o número de diabéticos, maior será o número de úlceras que necessitam de tratamento.

Uma úlcera de pé diabético é definida como uma "ferida de espessura completa abaixo do tornozelo num paciente diabético, independentemente da duração” (IDF, 2005.) As úlceras no pé desenvolvem-se como resultado de neuropatia ou de doença arterial periférica, de forma isolada ou combinada, e conduz à categorização do pé neuropático, pé isquémico ou pé neuroisquémico. O pé neuropático apresenta-se geralmente como um pé quente, bem irrigado, com pulso pedioso palpável. Testes não-invasivos com monofilamento de 10 g ou um diapasão a 128 mhz revelarão qualquer perda de sensibilidade. As úlceras encontram-se frequentemente na sola do pé, por baixo de calos negligenciados e pressões plantares mais elevadas. O pé isquémico/úlcera isquémica é frio e o pulso pedioso está ausente na palpação. O pé está frequentemente dorido. As úlceras observam-se frequentemente na borda do pé, nas pontas dos dedos ou nas áreas em volta do calcanhar. O pé neuroisquémico apresentará uma combinação dos fatores acima mencionados.

A posição do IDF é que a gestão na prevenção e no tratamento de problemas do pé diabético inclui o seguinte:
  • Inspeção anual dos pés
  • Identificação do pé em risco
  • Educação das pessoas com diabetes e profissionais de saúde
  • Calçado adequado
  • Tratamento rápido de todos os problemas nos pés

 


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