Úlcera de pé diabético

Tratamento bem sucedido das Úlceras de pé diabético através de Pressão Negativa.

Por: Mölnlycke Health Care, setembro 10 2013Publicado em: Úlcera de pé diabético

A terapia de pressão negativa para feridas (TPNF) foi recentemente recomendada na gestão de algumas feridas de pé diabético.  Trata-se de uma técnica não invasiva que implica a exposição da ferida a pressão subatmosférica (Morykwas e Argenta, 1997).  A Pressão Subatmosférica é obtida através de uma interface de penso (gaze ou espuma) colocada na ferida, que é selada e ligada a uma bomba especial.

A maioria dos médicos fica convencida durante o tratamento do valor da TPNF na úlcera no pé, ao observarem as alterações dramáticas das características de uma ferida deste tipo, tal como a dimensão, a profundidade e as estruturas expostas. Existe um corpo de evidências crescente que suporta as observações clínicas. Em 2005, Armstrong e Lavery publicaram um estudo de referência.

Este estudo investigou o papel da TPNF em 162 pacientes com diabetes, com perfusão adequada, que tinham sido submetidos a amputação parcial do pé ao nível transmetatársico.  Os pacientes foram aleatorizados entre TPNF e cicatrização de ferida húmida padronizada.

As feridas foram tratadas até à cicatrização ou até um período de cicatrização de 112 dias de ferida ativa. Os resultados mostraram significativamente mais sujeitos com cicatrização no grupo da TPNF. Também a velocidade de cicatrização da ferida, baseada no tempo até ao fecho completo e a velocidade de formação de tecido granular, foi mais rápida no grupo da TPNF em comparação com o grupo de controlo. Também se observou uma tendência para menos amputações no grupo da TPNF.  Blume et al (2008) investigaram a segurança e eficácia clínica da TPNF no tratamento de úlceras no pé em doentes diabéticos, em comparação com terapia avançada húmida para feridas.

Os pacientes foram aleatorizados entre TPNF e terapia avançada húmida, tendo recebido terapia de redução do peso suportado padronizada, conforme necessário. Os resultados mostraram que uma maior proporção de úlceras no pé atingiram o fecho completo com a TPNF do que com a terapia avançada húmida. Nos pacientes tratados com TPNF houve significativamente menos amputações secundárias. Na avaliação da segurança, não se observou diferenças significativas entre os grupos no que respeita a complicações relacionadas com o tratamento.

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