Lidar com o desafio global das úlceras venosas

Úlceras venosas da perna – prevenção e tratamento

As úlceras da perna são um enorme problema de saúde e dos sistemas de saúde, afetando pessoas em todo o mundo. As úlceras venosas da perna contabilizam quase 80% do total de todas as úlceras da perna1, representanto um encargo financeiro nos recursos sanitários.

O número de úlceras da perna irá aumentar significativamente nos próximos anos devido a fatores como o envelhecimento da população, obesidade, doenças concomitantes, abuso de drogas por via intravenosa e o empobrecimento social.

Questões relacionadas com a qualidade de vida em pacientes com úlcera da perna

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O que é uma Úlcera venosa da perna

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Dor e Infeção

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Causas da úlcera venosa da perna

Válvulas danificadas podem resultar em trauma (o que previne o fluxo de sangue e resulta no aparecimento de úlceras de perna venosas)....

Acerca da úlcera venosa da perna

Úlceras venosas da perna
As úlceras venosas da perna são a causa mais comum de úlceras nas pernas, estimando-se que a sua ocorrência varie entre 37 – 81% 2,3,4. A úlcera venosa da perna tem um enorme impacto socioeconómico.
A hipertensão venosa conduz a uma miríade de alterações micro-angiopatológicas. Nos casos mais graves, a pele cede e desenvolve-se uma úlcera.
A principal causa da úlcera venosa da perna é a hipertensão resultante de doença venosa.

Existem outras teorias que contribuem para o desenvolvimento das úlceras venosas na perna.
 - Perturbações microcirculatórias
 - Teoria do cuff de fibrina (manga de fibrina pericapilar)
 - Hipótese das armadilhas
 - Hipoxia na região acima do tornozelo
 - Captura de leucócitos
 - Papel das proteinases tecidulares
 - Fibroblastos na insuficiência venosa crónica

Existem mais de 40 vasos perfurantes que ligam as veias profundas e as superficiais.
O sistema de bomba venosa consiste nos músculos das bombas da barriga da perna e dos pés (pantorrilha). As contrações musculares são o principal ativador do sistema de bomba.
Na perna normal, em decúbito dorsal, o sangue flui devagar através das veias e a pressão no tornozelo é de 70 – 100 mmHg, descendo para 10 – 20 mmHg ao andar e para 55 mmHg em posição sentada.
Se as válvulas das veias superficiais e dos vasos perfurantes não funcionarem corretamente, o sangue oscila para cima e para baixo dentro dos segmentos. Isto resulta em refluxo venoso, o que conduz a hipertensão venosa ambulatória e edema durante o exercício.
Quanto mais extenso e distal for o refluxo venoso, maior é o risco de formação de úlcera. 

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Bibliografia
1. Agnew MS, Gottrup F (2007) Causation of venous leg ulcers, citado em Marson MJ et al Leg ulcers a problem based learning approach. Mosby London

2. Adam DJ, Naik J, Hartshorn ET (2003) The diagnosis and management of 689 chronic leg ulcers in a single visit assessment clinic. European Journal of Vascular and Endovascular surgery 25:462 – 468

3. Briggs M, Closs SJ (2003) The prevalence of leg ulceration: a review of the literature. EUMA Journal 3 (2): 14 – 18, 20

4. Valencia IC, Falabella A, Kirsner RS (2001) Chronic venous insufficiency of venous leg ulceration Journal of American Academy of Dermatology 44:401 – 421.

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